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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Belas mulheres por trás do poder

Os holofotes agora estão sobre Marcela Temer, mulher do vice-presidente Michel Temer, mas outras beldades também frequentam ou frequentaram os círculos do poder

Marcela Temer, mulher do vice-presidente Michel Temer, tem chamado mais atenção nos últimos dias do que a próprias presidente eleita Dilma Rousseff. Seu nome ficou dias entre os trending topics do Twitter e até veículos estrangeiros como o jornal americano “The Huffington Post” já comentaram a respeito de sua beleza. Antes de ser vice primeira-dama já havia sido vice Miss São Paulo, em 2003. Marcela tem 27 anos e é casada com Temer há 7, o relacionamento com o político a inspirou a deixar a carreira de modelo e se formar em direito pela Fadisp
Fonte:Agencia Brasil e Revista Alfa

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

As mulheres com Dilma Rousseff


Secretaria Especial dos Direitos Humanos
Maria do Rosário - PT

A política gaúcha atuou em comissões parlamentares ligadas aos Direitos Humanos nas esferas municipal, estadual e federal. Durante o governo Lula, se destacou como relatora da CPI da Pedofilia. Ela é professora e tem mestrado na área de direitos humanos.





Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Luiza Bairros - PT Luiza Bairros chega ao governo com a experiência de ter sido, desde 2008, secretária de Promoção da Igualdade da Bahia. Ela é socióloga e ativista dos movimentos negro e de defesa dos direitos da mulher.







Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
Iriny Lopes – PT Eleita em outubro para seu terceiro mandato na Câmara, a deputada federal Iriny Lopes, integrante da Comitiva Nacional do PT e filiada ao diretório do Espírito Santo, já atuou na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e foi integrante do Conselho de Ética da Casa.





Secretaria de Comunicação Social
Helena Chagas Ex-jornalista do jornal O Globo e do SBT, Helena Chagas atuou na implantação e reestruturação do jornalismo em órgãos públicos como a TV Brasil, a Agência Brasil e a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e coordenou a comunicação da campanha de Dilma. Ela substituirá Franklin Martins, que teve um atuação polêmica.






Ministério do Planejamento
Miriam Belchior - PT Integrante da equipe de transição de Lula em 2002, Miriam atuou como assessora do presidente até 2004, quando recebeu convite de José Dirceu para atuar na Casa Civil. Quando Dilma deixou a Casa Civil para se candidatar, Miriam assumiu a secretaria-executiva do PAC. Com Dilma presidente, seguirá comandando o programa, que passará para o âmbito do Planejamento.






Ministério da Pesca e Aquicultura
Ideli Salvatti - PT A senadora Ideli Salvatti foi a candidata do PT ao governo de Santa Catarina, mas não teve sucesso nas eleições. Integrante da chamada “tropa de choque” do governo nos mandatos de Lula, ela foi premiada com uma vaga no ministério de Dilma.






Ministério do Meio Ambiente
Izabella Teixeira Bióloga, Izabella Teixeira é funcionária de carreira do Ibama desde 1984. Ela ascendeu na carreira pública ao longo dos anos até chegar, em 2008, ao cargo de secretária-executiva do ministério. No início de 2010, quando Carlos Minc deixou o cargo para se candidatar, ela assumiu a pasta, e foi convidada por Dilma para seguir no posto.






Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Tereza Campello - PT A economista Tereza Campelo conhece Dilma Rousseff desde os anos 80 e trabalhou com ela na Casa Civil, onde atua hoje em dia como subchefe de Articulação e Monitoramento. Ela será a responsável por coordenar o Bolsa Família, uma das principais bandeiras do governo Lula.






Ministério da Cultura
Ana de Hollanda Filha do historiador Sérgio Buarque de Holanda e irmã do compositor e escritor Chico Buarque, a cantora Ana de Hollanda é secretária de Cultura do Município de Osasco (SP) e diretora do Centro de Música da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Dilma queria uma mulher na Cultura.




quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A autoinvenção feminina

Épocas mudam e, com elas, os modelos se reinventam, se recriam.

Não muito tempo atrás, "ser mulher" seguia pressupostos bem definidos e sem possibilidade de negociação.

Todas pareciam ter saído do mesmo molde-fábrica, salvo uma ou outra que, estando adiante do seu tempo, ousava escapar do determinismo cultural.

Estas, mais ousadas, eram perseguidas e incorriam no risco de represálias graves.

Os tempos mudaram, e desde a década de 70, a mulher paulatinamente se percebeu com maior possibilidade para criar seus próprios modelos. Não se trata, evidentemente, de um problema resolvido por completo. O liberalismo que possibilita a criação de um novo modo de "ser mulher" parece se limitar a regiões cosmopolitas do mundo ocidental.

Além disso, muitas vezes de forma sutil, novas imposições são criadas a partir do discurso pretensamente liberal. Ou seja: sempre que alguém institui o "ter que" a ser seguido por todas, está instituindo uma nova tirania sobre as mulheres, e muitas seguem tal autoritarismo sorrindo, sem se darem conta do que está ocorrendo.

Os novos tempos nos oferecem uma alternativa maravilhosa, a alternativa da autoinvenção constante, sem estarmos presos a fórmulas, obrigações, moldes.

Assim sendo, se alguém me pergunta "o que é a nova mulher?"

A nova mulher é aquela que faz de sua vida o que bem entender, arcando com as conseqüências de suas escolhas, não seguindo cegamente modelos pré-estabelecidos e questionando sempre: isso serve para mim?

Além disso, a nova mulher entende que qualquer modelo que abrace não a obriga necessariamente a uma fidelidade eterna. Modos de ser são contingentes, estão relacionados a momentos, fases da vida.

A nova mulher não "é" coisa alguma. Ela está! E, simplesmente estando, abre-se à grande aventura de sempre, continuamente, se recriar.

Fonte:REvista Personare

Mulheres Que Correm Com Os Lobos

Esse excelente livro sobre o universo feminino busca o resgate do arquétipo da mulher selvagem que existe dentro de cada uma de nós. A autora coloca que devemos ser fortes. Não uma força física, mas encontrar nossa própria essência, sem fugir, e, sim, convivendo ativamente com a natureza selvagem ao nosso próprio modo. Significa ser capaz de aprender e agüentar o que sabemos de nós mesmas. Manter-se firme e viver.

Era uma vez uma mulher.Essa mulher Era amada. Por ser amanda, era reconhecida como inteira em si mesma. Por ser reconhecida, era livre para existir. Essa mulher vivia com os pés na terra e a cabeça nas nuvens, possuía todos os atributos de uma deusa. Era humana e ao mesmo tempo divina e havia algo de selvagem em seus olhos que nenhuma civilização ou religião poderiam domar.Por isso mesmo,essa mulher foi temida e, por ser temida, foi reprimida e banida do convívio dos demais. Ela foi queimada nas fogueiras da ignorância, amordaçada nas malhas da censura, presa nas correntes da indiferença. Após tantos séculos de repressão, aqueles que a haviam reprezado acreditavam que sua luz havia finalmente se extinguido; que sua natureza selvagem e aterradora havia desaparecido por completo. Porém, essa mulher faz parte da própria natureza, ela é a própria natureza e não pode ser aniquilada. De sua completude temos apenas resquícios mas ela sobrevive nas histórias e nos contos de fada e no fundo da alma de todos, homens e mulheres que sentem um profundo sentimento de vazio e solidão em suas vidas. Eles escutam o chamado que vem dos ossos, das profundezas da carne. O chamado da mulher selvagem, há muito reprimida, há muito massacrada mas de nenhuma forma esquecida.
Clarissa Pinkola Estés nesse brilhante livro sai em busca "daquela que sabe", a mulher selvagem. É um verdadeiro trabalho de escavação das partes mais subterrâneas da psique em busca de algo muito precioso que foi há muito tempo contido. Através de contos de fada e mitos, a autora procura aos poucos revelar as muitas facetas da alma feminina que tem sido tão maltratada não apenas pela sociedade mas pela própria mulher, que se afastou de sua parte selvagem.
Mulheres que correm com os lobos é uma verdadeira viagem ao interior daquela parte mais profunda de nós mesmos da qual insistimos em fugir. É uma busca por aquilo que há de mais verdadeiro e mais essencial em cada um de nós. Uma missão de vida que, mais cedo ou mais tarde, todos teremos que cumprir. .

Fonte: Ne Saber

O Resgate da feminilidade

Refletindo um pouco sobre o papel da mulher nos dias de hoje, a partir do seguinte questionamento:


Nós, mulheres, estaríamos deixando de lado nossa faceta doce, terna e maternal, para conquistar espaço no mercado de trabalho e mostrar nossa capacidade à sociedade?


E será que o caminho para nos sentirmos plenas seria resgatar essa faceta?

Acredito que há um paradigma em torno dessa questão.

O paradigma de que a mulher é frágil e de que em toda mulher há o desejo de ser mãe. E, por isso, ela deve ser doce, carinhosa e compreensiva. Por outro lado, existe a idéia de que devemos ser tratadas e valorizadas como os homens no ambiente profissional.

Infelizmente, ainda existe um certo machismo do século passado nos dias de hoje. Tanto que encontramos empresas nas quais há diferença salarial entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo, principalmente nos cargos mais altos. Por isso, talvez as mulheres se sintam no dever de trabalhar mais para mostrar seu valor. O movimento feminista ajudou com que saíssem de suas casas e fossem para o mercado de trabalho. Porém, não garantiu que ambos os sexos seriam tratados da mesma maneira.

Mas o que realmente faz a diferença?

A forma como o outro me vê ou a forma como eu mesma me percebo?

Acredito que as mulheres que lidam bem consigo mesmas e com os papeis que devem desempenhar, não estão brigando por melhores salários. Elas já tem! E não se preocupam se os homens ganham mais ou não. Elas se importam com seu próprio valor, com quem são em sua essência.

Como a Mulher pode buscar a sua essência?

Somos capazes de administrar os diversos papéis que nos são impostos pela sociedade, mas sem nos subtermos a eles.

Temos a escolha de ser terna e maternal, como independente e rebelde. Ou, quem sabe, podemos ser nós mesmas, com nossos anseios, dúvidas e angústias. Somos capazes de administrar os diversos papéis que nos são impostos pela sociedade, mas sem nos subtermos a eles. Convém respeitar a singularidade do que ser mulher representa para cada uma e percorrer o constante caminho do autoconhecimento. Portanto, não nos esqueçamos da mulher selvagem que existe em nós, e que está sempre pronta para os desafios que surgirem pelo caminho.

Fonte: Revista Personare

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Os obstáculos que ainda temos que enfrentar


As batalhas foram muitas e difíceis para a mulher conquistar o espaço que tem hoje e, ainda assim, ainda há muitas coisas para serem enfrentadas.

Quais são os maiores desafios das mulheres para o futuro?

Dificuldades para administrar trabalho, casa e família: a participação da mulher no mercado de trabalho aumenta a cada ano, mas os homens ainda não dividem as tarefas domésticas igualmente.

Igualdade nos relacionamentos: as diferenças começam dentro de casa, os pais tendem a educar os meninos diferentemente das meninas e a palavra do marido costuma prevalecer diante da mulher

Conquistar médias salariais iguais aos homens: as mulheres ganham em média 30% menos do que os homens (dados da Organização Internacional do Trabalho)

Aprender a lidar com a solidão: como a expectativa de vida da mulher (77 anos) é mais alta do que a dos homens (73 anos). Elas costumam ficar viúvas mais cedo

Proteção contra assaltos e abusos sexuais: elas são fisicamente mais fracas e mais propensas a serem vitimas da violência. Entre 20% e 50% das mulheres no mundo já foram vítimas de assalto e uma em cada dez já foi estupradas

Conquistar auto-estima: elas não gostam do que vêem no espelho. Uma pesquisa do Grupo Datastore revela que no Brasil, somente 20% das mulheres sentem-se satisfeitas com o próprio corpo

Igualdade perante a lei: na Índia as mulheres têm sempre que ser submissas e obedientes aos seus maridos. E as autoridades fazem vista grossa à violência doméstica

Conquistar espaço e respeito: mesmo em culturas ocidentais, a mulher é muito desrespeitada nas ruas. Quem nunca ouviu “gostoooosa” ao passar na frente de uma obra?

Ganhar participação efetiva nas decisões: as mulheres conquistaram o direito de voto e hoje são maioria no eleitorado brasileiro, mas representam minoria absoluta nos cargos políticos

Voltar a ser feminina: a mulher deve continuar lutando pela igualdade de direitos e respeito perante a sociedade, mas o comportamento dos sexos é diferente e elas podem continuar sendo meigas, delicadas e femininas

fonte:ig delas

Momentos marcantes na história da mulher


Durante milênios, a mulher foi estigmatizada como o sexo frágil. Mas o que é ser frágil, afinal? Dirigimos, trabalhamos, cuidamos da casa, somos habilitadas e capazes de fazer todo tipo de coisa, e sem perder o charme e a elegância!

A luta para conseguirmos provar que podemos ser frágeis, mas isso não faz com que sejamos mais ou menos que os homens tem sido longa e marcante. Somos todos iguais, com algumas particularidades, não?

Para marcar essa nossa busca por direitos, separei momentos fundamentais que transformaram o comportamento da sociedade em relação às mulheres. Dê sua opinião e diga:

Quais foram os momentos mais importantes para a história das mulheres?

Futebol: Inglaterra e Escócia foram os personagens da primeira partida de futebol entre mulheres, em 1898, em Londres

Dia das Mulheres: no dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque, fizeram uma grande greve para reivindicar direitos trabalhistas iguais aos funcionários do sexo masculino

Olimpíadas: as mulheres conquistaram o direito de disputar oficialmente as provas olímpicas em 1928

Literatura: o Segundo Sexo (1949), livro da feminista francesa Simone de Beauvoir, começa a incomodar a sociedade machista

Movimentos feministas: a revolução feminista e a queima de sutiãs na década de 60, em busca da emancipação do sexo feminino

Pílulas Anticoncepcionais: Contribuiu para a liberdade sexual das mulheres

Moda: a estilista francesa Coco Chanel (1883-1971) alivia as mulheres da opressão do espartilho com o tailleur, a peça mais copiada da história da moda

Barrigão de fora: Leila Diniz (1971) deixa o barrigão à mostra na Praia de Ipanema, libertando as grávidas que tinham receio de mostrar o corpo

Política: Margareth Thatcher (1979) foi a primeira mulher a exercer cargo de Primeira Ministra da Inglaterra

Direito de voto: as brasileiras, conquistam o direito de voto, a partir do de Decreto nº. 21.076, de 24 de fevereiro de 1932

Taliban: em 2001 o regime taliban que impede que as mulheres saiam em público com o rosto descoberto, foi condenado pela Unesco

Oscar: Halle Berry (2002) é a primeira mulher negra a ganhar um Oscar de melhor atriz


fonte:ig delas

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Carmem Miranda

........................ Esta é minha filha fazendo uma homenagem a Carmem Miranda

Maria do Carmo Miranda da Cunha não era brasileira, como muitos pensam. Nasceu em 9 de fevereiro de 1909 na freguesia de Marco de Canavezes, Província de Beira-Alta, Portugal. Veio para o Brasil ainda muito pequena, com apenas 10 meses de idade e foi criada bem no meio da boêmia carioca. Adorava cantar e isso lhe custou o emprego como vendedora de gravatas. O dono do estabelecimento a despediu por distrair os colegas que paravam de trabalhar para ouvi-la.

Sua estréia nos palcos cariocas foi um sucesso. Josué de Barros, compositor conhecido da época, quando a viu, percebeu seu potencial e resolveu investir sua carreira, pagando-lhe cursos de canto e dicção e, ainda encaminhando-a para todas as rádios e gravadoras. Este esforço não foi em vão. Logo veio a gravar seu primeiro disco.

Carmen Miranda era uma mulher baixinha...alguma coisa por volta de 1m 53. Em função de sua pouca estatura gostava de usar aqueles saltos enormes, plataformas mesmo de tão altos. Por causa disso o radialista César Ladeira a batizou, carinhosamente, de “ A pequena notável”.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Primeiras-damas marcantes

A cantora e ex-modelo italiana Carla Bruni é a primeira-dama mais evidente na mídia. Seja pela beleza e elegância, pela carreira como cantora ou pelo passado de namorados famosos, Bruni conquistou a simpatia dos franceses ao lado do marido Nicolas Sarkozy
Michelle Obama, mulher do presidente recém-eleito Barack Obama, será a 1ª primeira-dama negra quando mudar-se para a Casa Branca em Janeiro. Formada por Princeton e por Harvard, muitas vezes comandou comícios do marido com tranquilidade, falando com segurança sobre assuntos, como a Guerra no Iraque

Ruth Cardoso foi casada com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Antropóloga, doutora em pela USP e pós-doutora pela Universidade de Columbia, sempre rechaçou o título de primeira-dama


Evita Perón (1919-1952) se tornou primeira-dama quando o general Juan Domingo Perón tomou posse como presidente. Elegante e carismática, ela conquistou para o peronismo o apoio das classes mais baixas

Cherie Blair, mulher do ex-primeiro ministro da Inglaterra Tony Blair, é uma exceção entre as primeiras-damas por ter continuado a trabalhar como advogada após seu marido assumir ao cargo

Hillary Clinton foi a primeira primeira-dama a ter pós-graduação e uma carreira profissional de sucesso. Na função, apoiou movimentos de direitos das mulheres e de bem-estar das crianças

Graça Machel (1945) é a única a ter sido primeira-dama de 2 nações diferentes. Foi casada com o presidente de Moçambique, Samora Machel, depois se casou com Nelson Mandela, da África do Sul

Eleanor Roosevelt (1884-1962), a mulher do Presidente dos EUA Franklin Roosevelt, foi uma pioneira na defesa dos direitos civis e representante das Nações Unidas

Jackie Kennedy (1929-1994) foi a mulher do presidente norte-americano John F. Kennedy. Sempre bem vestida, ficou conhecida mundialmente por sua beleza e elegância
dos EUA Franklin Roosevelt, foi uma pioneira na defesa dos direitos civis e representante das Nações Unidas
fonte:delas

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Morre Miriam Makeba, a voz que levou a África para o mundo

Morreu aos 76 anos a lendária cantora sul-africana Miriam Makeba, conhecida em todo o mundo como Mama África e famosa no Brasil pela música Pata Pata. Makeba foi vítima de uma parada cardíaca na madrugada de domingo para segunda-feira (11), em Castel Volturno, perto de Nápoles, na Itália.

A cantora — que teve grande destaque como símbolo da luta contra o regime racista do apartheid — dizia não ter cantado nunca ''para a política, mas, sim, para a verdade''. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela afirmou que Miriam Makeba “foi a primeira-dama da canção da África do Sul e ganhou, merecidamente, o título de Mama África. Foi a mãe de nossa luta e de nossa jovem nação”.

Quem foi Miriam Makeba
Nascida em Johanesburgo em 4 de março de 1932, filha de mãe suazi e pai xhosa, Makeba começou a carreira muito cedo. Ela se apresentava em casamentos e festas de Sophiatown — uma zona cosmopolita de Johannesburgo muito rica culturalmente nas décadas de 1940 e 1950.

foonte:vermelho

domingo, 6 de maio de 2007

Alzira Soriano

A primeira mulher eleita para uma prefeitura no Brasil foi a fazendeira Alzira Soriano, em 1928, na cidade de Lages, no Rio Grande do Norte. Mas ela não exerceu o mandato, pois a Comissão de Poderes do Senado impediu que Alzira tomasse posse e anulou os votos de todas as mulheres da cidade.

A primeira prefeita brasileira foi eleita há 58 anos, em 1928, na pequena cidade de Lages, no sertão do Rio Grande do Norte, na mesma região que fez o maior número de prefeitas nas últimas eleições, o Nordeste. Alzira Soriano de Souza, no entanto, não exerceu o mandato. A Comissão de Poderes do Senado impediu que a prefeita eleita tomasse posse e anulou os votos de todas as mulheres da cidade. Isto porque a participação de mulheres na eleição fora autorizada excepcionalmente graças a uma intervenção do candidato a presidente da província, Juvenal Lamartine. O Rio Grande do Norte foi o único Estado brasileiro a permitir que as mulheres fossem às urnas naquele ano.

Apesar do voto feminino ter sido adotado pela primeira vez em 1928 no Rio Grande do Norte, o sufrágio feminino só foi oficializado quatro anos depois, por meio de um decreto-lei assinado pelo presidente Getúlio Vargas. A partir daquele ano, as mulheres passaram a ter oficialmente o direito de votar em mais nove Estados. Em 1945, Alzira Soriano finalmente elegeu-se vereadora e até 1958 liderava a bancada da UDN.

Foi só em 1932 que a mulher brasileira conquistou, definitivamente, o direito de voto. Carlota Pereira Queiroz, médica, tornou-se a primeira representante feminina no Congresso Nacional. Berta Lutz foi a segunda mulher a ocupar uma cadeira na Câmara Federal. Em 1950, Ivete Vargas, com 22 anos de idade, foi eleita deputada Federal pelo PTB. Reelegeu-se em 54, 58, 62 e 66. Foi cassada pelo Regime Militar e com a anistia elegeu-se novamente deputada, em 1982.

Nancy Novaes, Nita Costa, Nisia Carone, Maria Lúcia Araújo, Lígia Doutel de Andrade e Júlia Steibruch foram deputadas federais na década de 60. Nos anos 70, as mulheres voltaram ao poder. Em 78, Eunice Michelis elegeu-se pela primeira vez suplente ao senado pelo Estado do Amazonas. Ela assumiu o cargo em 1980, depois da morte do seu titular. Também em 78 foram eleitas quatro deputadas federais. Na década de 80, o PMDB foi o partido que mais elegeu mulheres para a Câmara Federal e Assembléias Estaduais, três federais e 16 estaduais.

Representada por 26 mulheres, a Assembléia Nacional Constituinte recebeu propostas de grande importância para a Carta Magna. Em 1994, 869 mulheres se candidataram a cargos eletivos no país. Neste ano foram eleitas 82 deputadas estaduais, 32 deputadas federais e três senadoras. Benedita da Silva, do PT, foi a primeira negra na história do Senado Brasileiro. Em 98, a bancada feminina federal diminuiu, mas cresceu nas Assembléias Estaduais. Com algumas suplentes assumindo, a Câmara Federal conta atualmente com 30 deputadas, e o Senado, com seis senadoras.

A legislação eleitoral em vigor determina que cada partido ou coligação deve reservar o mínimo de 30% e o máximo de 70% para o registro de candidaturas de cada sexo. Em outras palavras, isto quer dizer que pelo menos 30% das vagas disponíveis devem ser atribuídas às mulheres. Exemplo positivo desse avanço social aconteceu na Inglaterra, onde a lei de quotas funcionou graças ao apoio decisivo do Partido Trabalhista. A dúvida que persiste é se o mesmo vai acontecer no Brasil. Haverá candidatas em quantidade suficiente com possibilidades de saírem vitoriosas do embate eleitoral? Caso a lei venha a gerar resultados concretos, teremos um novo Congresso com maior representação feminina e, em conseqüência, frutos benéficos para a instituição e para a nossa sociedade.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Mulheres em movimento de libertação


Na abertura de “Mulheres e movimentos” (Aeroplano Editora, R$ 85, 208 págs.) a fotógrafa Claudia Ferreira explica que a história do livro começa, quando ela fotografou o 8ª. Encontro Nacional Feminista, ocorrido em 1989 em Bertioga, SP. Embora sua câmera só ali tenha começado a captar imagens de mulheres em movimento, a história do livro de Claudia Ferreira e Claudia Bonan, socióloga que assina os textos, começa em 1975. Pela primeira vez a ONU tinha instituído o Ano Internacional da Mulher e declarado a década seguinte, até 1985, como dedicada a mulher no mundo inteiro. A feminista Betty Fridman já tinha andado pelo Rio de Janeiro, a convite da escritora Rose Marie Muraro, no início dos anos 70. Os ventos sopravam a favor da emancipação feminina desde a descoberta da pílula anticoncepcional, em 1960, e do ressurgimento do movimento feminista nos EUA.
No Brasil, foi em plena ditadura militar que um grupo de mulheres realizou, no auditório da ABI, no Rio de Janeiro, a semana de debates chamada “O papel e o comportamento da mulher na realidade brasileira”, encontro que deu origem ao Centro da Mulher Brasileira. Foi neste mesmo ano que criou-se o Movimento Feminino pela Anistia. Os exilados voltaram, a redemocratização começou a dar seus primeiros passos. Nos estados, foram surgindo conselhos estaduais de direitos da mulher e em Brasília a socióloga Jacqueline Pitanguy presidiu o pioneiro Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Assim, quando as lentes de Claudia Ferreira apontaram para o encontro de Bertioga, a nova onda do feminismo no Brasil já vinha de longe.
Mas o trabalho de Claudia pega um momento especial: na Assembléia Nacional Constituinte, em 1988, as feministas fizeram o que ficou conhecido como “lobby do batom”, intensa mobilização por novos direitos para as mulheres. Em 1989, em Bertioga, o movimento já tinha testado e comprovado importância e poder, que se consolidaria ao longo da década de 90. Não por acaso o livro das duas Claudias dedica um capítulo inteiro à participação das mulheres no ciclo de conferências mundiais da ONU. No Rio de Janeiro, o Planeta Fêmea ocupou o Aterro do Flamengo durante a Eco-92. As conferências do Cairo (94, sem registro no livro) Beijing (95) e Durban (2001), que discutiu racismo na África do Sul, foram importantes momentos de encontro, fortalecimento e globalização da bandeira feminista.
É certamente neste aspecto global que o livro de Claudia tem enorme contribuição a dar: são eloqüentes as imagens de mulheres do mundo inteiro carregando as mesmas bandeiras. As conferência de Beijing, que reuniu quase 500 mulheres brasileiras, e de Durban, na qual as mulheres negras tiveram papel de destaque, ganharam representação especial no livro. O melhor da iniciativa de reunir a história desses últimos 15 anos em que Claudia militou, através da fotografia, no movimento feminista, é a possibilidade de mostrar a importância do papel das mulheres no processo de democratização do país. Se hoje é considerado natural que as mulheres estudem, trabalhem e sejam donas das suas próprias vidas, princípios que estão presentes mesmo em famílias conservadoras, é por que o feminismo produziu, ao longo dos últimos 30 anos, uma revolução silenciosa e pacífica, capaz de mudar o padrão de comportamento de homens e mulheres nas sociedades ocidentais. Conceder este mérito ao feminismo é a única maneira de garantir que novas conquistas sejam realizadas. Esse certamente é um dos desafios que as feministas ainda enfrentam – mostrar que o movimento tem sido um instrumento para melhorar a sociedade como um todo, e não apenas uma forma de fazer justiça às mulheres.
As resistências a essa visão são muitas: mesmo hoje, passados os preconceitos iniciais, ainda é comum ouvir dos homens criticas por revanchismo ou disputa de poder. Também é freqüente a queixa conservadora que enxerga na liberdade das mulheres uma ameaça aos homens. A idéia - totalmente retrógrada, aliás - é de que a emancipação feminina empurrou os homens para um caos que não lhes pertence, no qual eles só estão enfiados por “culpa” das mulheres. É um argumento ruim para os próprios homens, já que os coloca “a reboque” das mulheres. Além de desqualificar a mudança masculina, o argumento inclui uma crítica ao movimento de emancipação feminina.
Mesmo nos movimentos homossexuais, que tiveram sua origem na reivindicação das mulheres pela dissociação entre sexo e reprodução, as qualidades feministas não são completamente aceitas. O começo do fim do modelo patriarcal marca forja indivíduos mais livres. Nesse sentido, não há dúvida de que “Mulheres e movimentos” ajuda a mostrar, em imagens, o que diz com muita graça a humorista argentina Maitena: “Se não fosse o feminismo, nós ainda estaríamos em casa passando roupa.”