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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Filhos homens são os queridinhos da mamãe?

Você já teve a impressão de que algumas mães pegam mais leve com os filhos homens? Pois um teste do website britânico Netmums, feito com 2.672 mães, mostrou que tem verdade nisso. As chances de uma mãe ser mais dura com a menina do que com o menino é duas vezes maior e, apesar de mais da metade achar essa distinção errada, 21% repreende mais as meninas.“As mães vêem as filhas como uma extensão de si próprias e precisam cuidar para não projetar nelas todos os seus anseios”, diz Renata Aleotti, psicóloga e professora da PUC-SP. Os meninos, por sua vez, podem ficar com a ilusão de que tudo é permitido para eles. Se você tem filhos e filhas, preste atenção para ver se não é hora de repensar algumas atitudes.
Fonte: Revista Crescer

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Intuição e simplicidade ao educar ajudam a lidar com diferenças

Por isso, a melhor estratégia é tentar regular a dose de atenção.

Cada filho exige um tipo de cuidado diferente, pois apesar de receberem a mesma educação e o mesmo carinho, a forma como interpretam esses valores pode ser muito diversa; e nunca será idêntica.

Não há nada de mais em admitir uma maior afinidade com esse ou aquele filho, até porque, essa identificação costuma ser cíclica - assim como acontece nas relações de amizade, por exemplo. Assumir essas diferenças faz parte do processo de amadurecimento de pais e filhos.

É importante para a família inteira entender que as pessoas são diferentes e que, em diversas situações, é mais fácil se entender com um do que com outro.

“Os pais estão tão preocupados em não fazer distinção que acabam tratando todos os filhos como se fossem filhos únicos, e este é o maior problema”, analisa a psicóloga Liliane Chiaverini. “Seria interessante fazer uma auto-avaliação e tentar entender as necessidades de cada filho, sejam elas atenção, cuidado ou até mesmo autoridade. Bons ingredientes para lidar com essas diferenças: intuição, simplicidade, amor e exigência”.

Fonte: Liliane Chiaverini é psicóloga, especializada em crianças, adolescentes e adultos.

Afinal, existe o filho preferido?

Um dos maiores desafios para quem tem mais de um filho é fazer com que ninguém se sinta preterido - missão que vai ficando mais complicada com o passar dos anos. Conforme as crianças crescem, é natural que afinidades aflorem, e algumas relações se estreitem, confundindo a família inteira.

Resultado: os adultos ficam morrendo de culpa e as crianças, enciumadas como nunca.

“Não é esperado que a mãe ou o pai assumam, de fato, ter maior identificação com um determinado filho. Para os pais, significa admitir um ‘gostar diferente’ e é disto que os filhos sempre os acusam”, afirma a psicóloga Liliane Chiaverini. “Eles não se dão conta de que, embora o amor seja o mesmo, os filhos exigem, sim, tratamentos diferentes. E que, como em qualquer relação, há afinidades”.

Sintonia e predileção nem sempre são sinônimos, mas podem muito bem ser entendidas assim, principalmente pelas crianças.

Elas costumam ser muito perspicazes para captar essas nuances de relacionamento, mas é difícil que tenham a maturidade para enxergar que proximidade e identificação, nas relações familiares saudáveis, não significam preferência.

“Os filhos percebem, desde muito cedo, quando os pais dão mais atenção, têm mais paciência ou até brigam mais com um deles em particular. É uma disputa e até mesmo as broncas podem ser interpretadas como um sinal de favoritismo, de tratamento diferenciado”, avalia a psicóloga.

Fonte: Liliane Chiaverini é psicóloga, especializada em crianças, adolescentes e adultos.

domingo, 23 de novembro de 2008

Vaidade precoce: criança com jeito de adulto é um mal

Maquiagem, salto alto, alisamento, moda, acessórios, danças sensuais ...Tudo normal, não fosse o fato de serem elementos cada vez mais presentes no universo das crianças, prejudicando sua infância e seu desenvolvimento

A criança já possui a beleza da sinceridade, o encanto do sorriso, a leveza de um corpo que ainda cresce para a vida. Suas sandálias devem ser baixas, suas roupas confortáveis, seu rosto limpinho e seus cabelos, se enfeitados, somente com as velhas e bem-vindas "maria-chiquinhas".

A vaidade, quando bem dosada, é sinônimo de cuidado e zelo. Em excesso, pode significar alienação e superficialidade. Uma criança, por si só não é vaidosa. Ela reproduz o comportamento dos pais e dos adultos, das pessoas que vê à sua volta, dos artistas de televisão e dos personagens de ficção que admira.

A preocupação excessiva quanto à aparência física leva as crianças a partir de 3, 4 ou 5 anos a querer participar de concursos de beleza, de cursos de manequim, de atrações na TV e a se comportarem como adultos. Mais tarde, na puberdade, são também essas mesmas crianças que poderão encontrar problemas de adaptação com as mudanças do corpo (não se achando bonitas) e não raro podem desenvolver distúrbios alimentares como a anorexia e a bulimia.

Outro alerta é sobre o conteúdo das músicas. As crianças cantam e dançam canções carregadas de sexualidade, utilizando roupas, calçados e adereços impróprios para essa fase. As músicas erotizadas têm se tornado "febre" já na infância. A Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP) informa que a carga sexual forte, aliada a coreografias sensuais, faz que as crianças tenham acesso a elementos que não são adequados a sua faixa etária, induzindo comportamentos inadequados.

A SBP lembra também que o acesso precoce a esse tipo de produto cultural faz que a criança deixe de vivenciar a infância e aquilo que é próprio da fase, que é o brincar. O papel dos pais e da escola é sempre apresentar às crianças outros tipos de músicas, próprias para a idade delas, explicando os motivos de não se dançar ou cantar letras que elas não sabem o que significam.

A psicóloga e psicopedagoga, Elsie Pereira da Silva, mestre em Psicologia Social e da Personalidade, faz um alerta sobre o assunto. Com 25 anos de experiência clínica e escolar, ela aborda três questões relevantes. Confira as avaliações feitas pela especialista.

a) O prejuízo da precocidade – A criança deve viver cada etapa do seu desenvolvimento. É importante que brinque, pois assim desenvolverá suas capacidades psicológicas superiores, tais como a criatividade, a atenção, a imaginação e a memória. A criatividade - característica exclusiva dos humanos - traz enormes benefícios, porque é a capacidade de pensar além da situação imediata, possibilitando a solução de problemas. Quando as crianças começam a imitar a vaidade dos adultos, elas deixam de viver experiências lúdicas saudáveis, como o faz-de-conta, as atividades ao ar livre, as brincadeiras no parque e os jogos de bola.

b) Por que as crianças se comportam como adultos? – Um dos principais responsáveis por esse comportamento é a mídia, que transmite padrão de beleza pré-fabricado. Os que não se encaixam nessa forma se sentem "diferentes" e frustrados por não se enquadrarem em tal padrão. Nossas crianças são alfabetizadas para ler e escrever, mas não têm senso crítico suficientemente desenvolvido para filtrar todas as informações que são transmitidas pelos meios de comunicação. Por isso, ficam extremamente vulneráveis ao que é veiculado. Algumas famílias também incentivam o comportamento amadurecido das crianças, muitas vezes incoerente com sua idade cronológica. Toda criança necessita ter responsabilidade, assim como tempo para brincar – mas sempre de acordo e coerente com a sua faixa etária.

c) Como evitar a vaidade precoce? – A responsabilidade maior nesse caso cabe à família, que deve filtrar o que as crianças assistem, quais as brincadeiras que praticam, com quem estão convivendo. É necessário equilíbrio entre o que elas têm de responsabilidade e o tempo para brincar. Criança precisa ser criança, desde a maneira de se vestir até em relação ao que é exigido delas. A família não pode abrir mão do seu papel, fundamental para o crescimento saudável dos seus filhos, que é transmitir os valores morais, o afeto, a segurança, os limites, incluindo o limite de não se comportar como adultas, antes de estarem amadurecidas.

Maquiagem,salto alto,alisamento...Nao! Para criança, Não.
Os produtos que fomentam a vaidade física estão cada vez mais presentes no dia-a-dia das crianças e adolescentes. Veja que cuidados os pais devem ter na hora de investir na produção dos pequenos.

Maquiagem: A pele das crianças é muito sensível e quanto mais cedo se começa a usar cosméticos, maiores são as chances de desenvolver alergias e acnes. Uma criança não deve usar sombra, lápis e rímel, devido ao risco de irritação e inflamação da conjuntiva, membrana mucosa que forra a parte anterior do globo ocular. Os batons também merecem atenção, pois estão diretamente em contato com a mucosa. Cuidado com os produtos ditos "para criança". Muitos têm a fórmula praticamente igual aos produtos de adulto.

Químicas: Os tratamentos químicos como alisamento, escova progressiva e tintura só são recomendados a partir dos 16 anos. Antes disso, aumentam os riscos de intoxicação por produtos como soda e formol, utilizados nesses processos. O couro cabeludo, por ser mais sensível, pode desenvolver dermatite seborréica, queda de cabelo, ressecamento, ardência, além de irritação nos olhos.

Calçados: As crianças não devem usar saltos, alertam os ortopedistas, pois prejudicam o desenvolvimento dos ossos, uma vez que o esqueleto ainda está em formação. Eles modificam a distribuição do peso e sobrecarregam a parte da frente dos pés. O que pode causar deformidade nos dedos e hiperlordose, curvatura anormal da coluna, que causa alteração na postura. O mais indicado é que as crianças usem calçados baixos e confortáveis.
fonte: Max In

Pequenas fashionistas

Cada vez mais cedo, as meninas estão ligas em moda e esitando o que vestir, para espanto das mães e alegria da industria.
Para a psicanalista Alice Paes de Barros, 58, nem sempre é fácil para os pais perceberem que o filho tem vida própria. "E isso inclui ter um estilo que não é exatamente como a mãe gostaria que fosse", diz a psicanalista. Ainda assim, o gosto pessoal precisa ser respeitado.

"A gente não escolhia o que iria vestir. Só estávamos preocupadas em brincar", diz a consultora, mãe de Maria Beatriz, 10, e Maria Eugênia, 5.

A construção precoce da personalidade se deve à ausência da mãe no dia-a-dia, segundo Ana. "Elas ficam com as babás, estão mais expostas à mídia, mais independentes e com maior percepção do que gostam e do que não gostam."

Paralelamente, a indústria de moda voltada para a infância e a adolescência não pára de crescer.

A explosão de grifes infantis ocorreu nos últimos dez anos. "As empresas de moda perceberam que a criançada tem opinião."

Mas respeitar a opinião e a personalidade dos filhos, segundo a psicanalista Alice Paes de Barros, é diferente de se omitir na educação.

Segundo a psicanalista, é compreensível que essa geração esteja ligada em moda e estilo mais cedo. "Não podemos esquecer de que vivemos um momento de culto ao corpo e à imagem", afirma.

Meninas, mesmo as muito jovens, aprendem que é preciso se cuidar e estar sempre bonitas. "Minha filha é uma miniperua", conforma-se Fabíola, mãe de Thamires. E não é a única.
"A mãe precisa entender que é normal, lá pelos quatro anos, a filha querer competir com ela", diz a psicanalista. Mas, no lugar de aceitar a disputa, a mãe pode entrar na brincadeira de aprender a ser mulher.
fonte: revista da folha

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

“Mãe, meu namorado pode dormir em casa?”

Violência e liberdade. Esses são dois dos grandes dilemas dos pais modernos

Até onde eles podem dar liberdade para seus filhos em um relacionamento? Vale a pena proibir o adolescente de namorar em casa e deixar com que eles corram riscos fazendo sexo em lugares públicos ou perigosos?

Diante de muitos fatos que acontecem hoje , a questão que surge para os pais remete ao seguinte choque de idéias: como equilibrar educação e os limites sem fechar os olhos para os reais perigos da violência? Vale a pena proibir os filhos de fazer sexo em casa e correr o risco de violência?Para a psicóloga Denise Impastari a pergunta é mais complexa do que se imagina. “A questão não é apenas permitir ou negar que os filhos façam sexo em casa, mas sim entender como a sexualidade é vista pelos pais e como é passada para os filhos”.

Muitas famílias brasileiras ainda mantêm uma visão conservadora e preferem não discutir o assunto, ignorando o início da vida sexual dos filhos.
De acordo com Denise, fazer de conta que nada está acontecendo não é a melhor escolha. O interessante é sempre estabelecer um diálogo sobre o assunto com os filhos. “Os pais devem orientar sobre os riscos de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez prematura e mostrar que, assim como outras decisões na vida, o sexo tem que ser visto como mais uma responsabilidade”, relata.

Para os mais liberais o principal fator para autorizar a transa dos filhos dentro de casa é a violência presente nas ruas. De acordo com a Secretaria de Segurança Publica de São Paulo, no último bimestre de 2007 foram registradas 275 queixas de estupro só na capital do estado. “Eu prefiro saber onde ele está e com quem anda do que ficar preocupada e pensando se alguma coisa ruim pode acontecer” afirma Cláudia.

Mesmo que os pais optem por dar essa liberdade aos filhos, é importante que sejam impostos certos limites. Os pais podem ceder a essa vontade dos filhos, mas os filhos também devem acatar certas exigências. Como por exemplo, usar o quarto somente na ausência dos pais ou durante a noite. As regras devem ser estabelecidas de acordo com um diálogo em que todos possam dar opiniões e só assim chegar a um consenso.

Não há como ficar refém da violência, muito menos omitir a realidade dos filhos. Os pais não são obrigados a permitir que os filhos façam sexo dentro de casa só para parecerem modernos, mas é fundamental que seja estabelecido um diálogo diante da exposição de idéias de ambos os lados. “Os valores, inclusive com relação a sexo, são passados para os filhos no dia-a-dia e isso vai ser determinante para se estabelecer um consenso na relação entre eles” conclui Denise. E para os pais cheios de zelo é interessante entender que essa proximidade pode facilitar inclusive o controle sobre a vida dos filhos.

fonte:Delas Ig

sábado, 8 de novembro de 2008

Rosa ou azul?

Pesquisa inglesa sugere que alimentação da mãe influencia o sexo do bebê

Esta é uma informação curiosa. De acordo com um estudo das Universidades de Exeter e Oxford, no Reino Unido, a dieta de uma mulher pode influenciar no sexo do seu bebê. Os pesquisadores pediram para 740 mulheres britânicas, mães de primeira viagem, anotassem tudo o que comiam antes e durante a gravidez e chegaram à conclusão de que mulheres com maior consumo calórico estão mais propensas a engravidar de meninos. E mais: entre o grupo que ingeria mais calorias, 56% das mulheres tiveram bebês do sexo masculino, enquanto 45% do grupo de menor consumo obteve o mesmo resultado. O estudo percebeu, também, que as mães de garotos consomem, em média, 2.413 calorias por dia, com maior ingestão de nutrientes, como o potássio e o cálcio, e vitaminas C, E e B12. Um resultado surpreendente foi que as mães que disseram comer uma tigela de cereais matinais por dia tinham mais tendência a engravidar de garotos. Isso pode ser explicado pela alta concentração de vitaminas e minerais presentes neste tipo de alimento.

O ser humano não é o único a ter o sexo das crias provavelmente influenciado pela alimentação da mãe. Outros mamíferos, como vacas, cervos e cavalos, tendem a gerar mais machos quando a alimentação é abundante. Além disso, cientistas já haviam provado que níveis altos de glicose no organismo da mãe favorecem a gestação de embriões masculinos – e prejudicam a de femininos. Para os pesquisadores, esta é uma importante descoberta para explicar porque os nascimentos de meninos têm caído nos países desenvolvidos. Como as mulheres tendem a se alimentar pior e “pular” o café-da-manhã, elas teriam mais tendência a ter meninas – o que poderia justificar a queda de um nascimento de garotos a cada mil nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido nos últimos 40 anos.

Mas os pesquisadores alertam que a dieta da mulher não é a única coisa que influencia no sexo do bebê. Já está mais do que provado que é o esperma masculino que define se será menino ou menina, e esta pesquisa recente só dá um primeiro passo na direção de definir a influência da mãe no gênero da criança. De qualquer maneira, não vá comer demais só porque quer um filho, ou fechar a boca para ter uma filhinha. A alimentação saudável é algo de extrema importância durante a gravidez, e a mudança na dieta, mesmo que pequena, pode influenciar em muito mais do que o sexo: ela pode ser determinante na saúde do seu futuro bebê.
fonte:DNA Mulher

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Puberdade, pior que ela só a adolescência

Eles estão com 11, 12, 13 anos. São jovens no meio da puberdade que começa aos oito anos para as meninas e aos nove para os meninos. Nessa fase são insuportáveis, questionam medem forças e reclamam por tudo: tomar banho, se pentear, almoçar, fazer tarefas, cuidar de suas coisas e estudar. Tudo é motivo para o drama regado a muita cena, choro e gritos.

Estamos presenciando a puberdade e algumas de suas manifestações mais comuns. Tudo nessa fase parece estranho, tanto para os pais como para os filhos. Os filhos se sentem diferentes, com pavio curto e irritados com tudo. Hora se sentem cansados, ora estão prontos para correr uma maratona. O que parecia certo agora parece errado, tornando a convivência muito difícil.

A puberdade é uma fase importante da vida dos jovens. É ela que possibilita o rito de passagem entre a infância e a adolescência, é nela que o luto dessa despedida é intensamente vivenciado e elaborado, é nela que o mundo começa a mudar de cor é quando o menino ou menina vão começar a sentir toda gama de mudanças físicas e emocionais que se intensificarão mais tarde.

Os pais ficam tensos, começam a se preocupar mais com as coisas que ouvem dos filhos (não que antes não se preocupassem). Seu palavreado, suas idéias, manifestações, hábitos, vontades e toda gama de comportamentos que começa agora a mudar mais rápido do que é possível se adaptar.

Mais questionadores ainda, os jovens não tem noção de como organizar as idéias, as novas competências e recursos psicoemocionais, o que acaba normalmente gerando uma série de equívocos nas relações.

Quando um comportamento é instituído, se inauguram uma série de atuações inéditas que sempre serão acompanhadas de excessos pois, como sabemos, a ponderação não é um atributo nessas circunstâncias, ou seja, quando questionam, fazem isso muito pelo prazer de exercitar o novo recurso e para se certificarem de que estão agora concordando com a tal idéia ou padrão.

Permitir que o filho se expresse e orientar seus excessos, além de ajudá-lo a encontrar a medida certa para avaliar as situações, é uma boa conduta para sedimentar o terreno de entendimentos para quando a adolescência chegar. Os pais de filhos na puberdade sabem que essas mudanças acontecem e tentam se preparar para elas, mas ninguém está pronto.

Mesmo aqueles que já passaram por isso com outros filhos podem se surpreender com às mudanças bruscas de humor, com a irritabilidade, rebeldia, a oposição constante às idéias dos pais, o desdém dos valores da infância e dificuldade de se entreter, entre outras coisas.

Com certeza, quando a puberdade se inicia os jovens estarão preparados para ela e seus muitos desdobramentos. Aos pais restará uma eterna paciência aliada a crença de tudo que será vivido, todas as brigas, a medição de forças, os choros, as atormentações - como um grande laboratório para a construção da melhor medida para aquele indiviíuo, o filho.