domingo, 20 de julho de 2008

Pacote Completo


Por que para a maioria dos homens, namoradas que já vêm com filho são uma situação difícil de encarar?


O Brasil vive uma expansão de domicílios chefiados por mulheres. Quando um casal se separa, na maioria das vezes, a mulher vira chefe de família. Muitos homens temem assumi-las com filhos por uma questão econômica e em alguns casos por machismo", diz a socióloga da Unicamp Elisabete Dória Bilac, 57.


Para a maior parte dos homens, é no mínimo complicada a idéia de assumir uma família semipronta, do tipo em que basta adicionar só mais um ingrediente -ele mesmo- para a receita ficar completa.


Homens, com ou sem filhos, tendem a buscar novos relacionamentos mais rapidamente, afirma a psicóloga Marisa Micheloti, 41, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. "Eles sentem uma necessidade maior de companhia. Já as mulheres têm menos problemas em ficar sozinhas, partilham assuntos íntimos com as amigas. A solidão bate forte na 'síndrome do ninho vazio', quando os filhos crescem e deslancham", explica Marisa.


Até por essa diferença, diz, elas têm menos coragem para assumir novas relações. "As mães se perguntam como serão vistas pelos filhos e têm medo de que o novo homem possa piorar a harmonia do lar", diz.


Fonte:REvista da Folha

2 comentários:

Anônimo disse...

Acredito que a situação seja idêntica em Portugal. Há também cada vez mais mulheres chefes de família.

Realmente o horror à solidão é maior nos homens do que nas mulheres, mas, em relação à existência de filhos dela, não creio que seja muito grande problema para a maioria dos elementos masculinos. Tudo depende da educação recebida e do modo de ser de cada um.

Que as mães se preocupem com o que os filhos possam pensar delas, acho que hoje em dia, isso não constituirá grande problema, visto que a juventude encara essas coisas com muita abertura.

Alguns mesmo vêem uma segunda relação da mãe como a adopção de um protector, o que é muito positivo.

A introdução de um homem no seu mundo pode ser realmente um factor de perturbação para a criança (ou jovem). Porém, se houver uma "migração" da mãe (e do filho) para uma nova cidade ou uma nova habitação, acho que tudo se normalizará em pouco tempo.

De qualquer forma, no assumir de uma nova relação com filhos de um ou ambos os lados, tem que haver muito bom senso, muita compreensão, alguma dose de tolerância e, sobretudo, muito amor entre os dois.

Somentepraver! disse...

Oi Jorge!
Achei perfeita a sua explanação e concordo.
Mas tem algumas coisas que eu ainda nao estou preparada para aceitar e nao sei dizer o porque.
Mas me serviu de grande reflexão o que disse.
Obrigada amigo

Beijos
Sandra