quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Justiça obriga Sadia a dar período de descanso a trabalhador

A empresa Sadia S.A continua obrigada a conceder 49 minutos em pausas para a recuperação da fadiga dos funcionários da linha de produção. A determinação é do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, em Santa Catarina.


A Sadia S.A. também está proibida de demitir funcionários que estão afastados do trabalho para fazer tratamento de saúde.


Desde 2007 as condições de trabalho dos funcionários da empresa são investigadas pelo Ministério Público do Trabalho. Ficou comprovado que se a situação for mantida, cerca de 20% dos trabalhadores serão afetados por doenças laborais. As fiscalizações constataram que eles chegam a realizar até 120 movimentos por minuto, ou seja, quatro vezes mais que o recomendado pela Medicina do Trabalho.


De acordo com o procurador do Trabalho Sandro Sardá, "as atuais condições de trabalho na empresa são absolutamente incompatíveis com a saúde física e mental dos trabalhadores".


Entre 2003 e 2007, a Sadia S.A pagou R$ 30 milhões em contribuições ao INSS. No entanto, seus funcionários receberam R$ 170 milhões em benefícios previdenciários. A maior parte deles está relacionada a afastamentos por doenças provocadas por lesões nos músculos, tendões, nervos e ligamentos.


Por Jorge Américo, da Radioagência NP.

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