sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Mulheres más como as cobras!

Manipuladoras, invejosas, as piores inimigas das outras mulheres. Quando se pensa em maldade no feminino, estes são os estereótipos. Porquê?

“Quando sou boa, sou boa, mas quando sou má, sou óptima!”

Em As Mulheres mais Perversas da História, lançado pela Editora Planeta, a pesquisadora inglesa Shelley Klein retrata 15 mulheres cuja trajetória é recheada de múltiplos assassinatos, tortura, traição, perseguições e o pior de todos os crimes - o infanticídio.

Entre elas, a imperatriz romana Valéria Messalina - cujo segundo nome virou sinônimo de meretriz -, que chegou ao trono adolescente, pelo casamento com o imperador Tibério Cláudio. Ela traiu, matou e torturou por poder, amor e dinheiro.

Séculos mais tarde, nos anos 70 e 80, Elena Ceausescu, mulher do ditador romeno Nicolae, impôs pobreza, tortura e morte a seu povo. Os dois morreram fuzilados no dia de Natal de 1989, quando a democracia voltou ao país.

Na década de 60, a inglesa Myra Hindley matou quatro crianças e um adolescente. ''Ela foi odiada por ser símbolo de tudo de antinatural numa mulher. Morreu presa'', diz Shelley Klein.

''O poder sexual da mulher sempre foi temido através dos tempos. Não à toa os padres queimaram tantas ditas bruxas na Inquisição'', lembra a sexóloga Regina Navarro Lins.

Ana Jansen, a chamada Rainha do Maranhão no século XIX, brigou por poder e amor, teve muitos amantes e, diz a lenda, era lindíssima.

A rainha Carlota Joaquina, mãe de Dom Pedro I, não era bonita, mas entrou para a História como ninfomaníaca. ''Ela misturava a batalha pelo poder com a briga por seus amores'', diz Hildete.

O cinema institucionalizou a bela má: Glenn Close, em Atração Fatal, transformava-se de amante sensual em personagem digna de filme de terror.

Não há como negar que a Mulher-Gato, inimiga do paladino Batman, sempre confundiu os sentimentos do super-herói. O mesmo com a loura Sharon Stone, de Instinto Selvagem: sexo com ela sempre poderia terminar com um furador de gelo nas costas.

Neyde, a Fera da Penha, bairro da zona norte do Rio, que na década de 50 matou a filha de seu amante, de 4 anos, como vingança.

Mais recentemente, ficou no imaginário popular Paula Thomaz, cúmplice do assassinato da atriz Daniela Perez. Paula traz uma ambigüidade em seu ato, por cometer um crime grávida de quatro meses, e com apenas 19 anos. O motivo: ciúme do marido, Guilherme de Pádua, que contracenava com a vítima na TV.

Livro: As mulheres mais perversas da historia (Shelley)
Fonte: Epoca

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