domingo, 26 de julho de 2009

Dia da Mulher Negra: Olivia Santana e Cida Santos lutam por igualdade


A desigualdade de gênero se expressa no mercado de trabalho, no ambiente privado e nos espaços de poder na sociedade. No caso da mulher negra, a situação é ainda pior: elas ocupam a maioria dos subempregos, recebem os piores salários e têm poucas oportunidades de acesso à serviços de educação e saúde de qualidade, engrossam os números da mortalidade materna e são as mais discriminadas. Para denunciar esta situação, foi instituído o Dia da Mulher Negra Latino Americana e do Caribe, 25 de julho, marcado por eventos e protestos em todo o Brasil. O Vermelho também celebra a data trazendo uma entrevista com duas negras de destaque: a vereadora de Salvador, Olívia Santana e a gestora pública da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esportes do Estado da Bahia, Iracilda Santos.

Vermelho: Qual a importância de celebrar o dia da mulher negra?

Olívia: O Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha foi instituído em 25 de julho de 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. É um dia para que todas as mulheres possam protestar contra a desigualdade de gênero com o recorte de raça. No dia 8 de Março, nem sempre há espaço para protestar contra a situação brutal de exclusão social que vive a mulher negra, que não enfrenta apenas o machismo, mas também o racismo, que tem segregado milhões de mulheres em todo o mundo. Não é uma luta separatista, mas apenas uma data a mais para refletir sobre a situação das mulheres negras no mundo, como um instrumento de denúncia, que, ao invés de dividir, vem somar. O 25 de julho cala fundo entre as baianas e, sobretudo, em Salvador, onde a data tem que ser refletida e pensada com a participação massiva da população.

Fonte: Vermelho---> Leia mais...

1 comentários: