sábado, 31 de outubro de 2009

Quando o divórcio é uma benção

O número de divórcios está crescendo dramaticamente na sociedade, mostrando que hoje muitos casais o consideram uma opção importante quando um casamento não vai bem. No Brasil, um de cada quatro casamentos acaba em divórcio e nos Estados Unidos o problema atinge quase metade dos casamentos.

Conheça a história de quatro mulheres que recomeçaram a vida depois de sofrer muito em relações problemáticas.

Traição com final feliz
Marina*, 34 anos, relutou muito para terminar seu casamento, e hoje agradece por ter tomado essa decisão. As brigas constantes sempre tivemos já deviam ter me alertado de que eu não deveria me casar, mas eu insisti, conta a moça que ficou com o ex-marido quatro anos e se separou há três. Eu amava esse homem demais. Era maluca... Eu tinha certeza que era traída. Por isso, o seguia, vivia fuçando nos bolsos dele e no celular. Até que, um dia, descobri que ele realmente saía com outra.

A descoberta foi terrível. Entrei em uma depressão profunda. Mal conseguia cuidar do meu filho ou trabalhar, mas consegui largar dele, conta Marina, que voltou para a casa dos pais. Foi difícil conviver com a minha mãe de novo. Mas logo aluguei um apartamento e tudo ficou melhor. Hoje, minha vida é normal, tranquila. Não vivo mais aquele inferno com um homem que desprezava e me maltratava.

Dedo podre
Quem também se livrou de um relacionamento doentio foi Luciana*, 29 anos. No caso dela, o marido tinha dois defeitos: não era fã de trabalho e, ainda, bebia demais. Eu vivia pagando tudo. Não tinha a mínima distração, passeios, viagens, pois vivíamos endividados. Eu ficava irritada de saber que eu trabalhava e ele bebia com o meu dinheiro. Ou com o pouco que ganhava fazendo bicos.

Desconfiada da agressividade excessiva do marido, Luciana resolveu investigar. Em suma, descobriu que o problema não era apenas o álcool, mas também a cocaína. Tivemos uma briga feia e eu saí de casa num rompante, que acabou sendo definitivo. Foi difícil, pois eu acreditava que jamais superaria. Engano meu: hoje, não consigo me imaginar com uma pessoa como ele: irresponsável, imaturo e agressivo. Agradeço por não termos tido filhos.

O erro foi dela
Claro que nem todos os homens são carrascos. Aline*, 31 anos, concorda que o inferno da relação era ela. Sou ciumenta. Com ele, era doente. Achava que ele era bonito demais e não conseguia imaginá-lo um minuto sozinho. Sempre dava um jeito de estar com ele em tudo, e isso foi desgastando nossa relação, conta a moça.

Aline considera que o ex é uma ótima pessoa e, além de tudo, fiel. Eu não conseguia enxergar isso. Estava doente de paixão... Transformei nossas vidas em um inferno. E foi ele que colocou um fim na relação. Achei que fosse morrer. Perdi o emprego e emagreci 10 kg – sendo que eu sempre fui mais magra do que o normal. Hoje, sei que minha imaturidade e insegurança estragaram tudo.

Mas o fracasso do casamento foi uma lição de amadurecimento. Dou graças a Deus por ele ter tido a coragem de terminar nossa relação, senão seria infeliz para o resto da vida. E ela garante que mudou. Continuo ciumenta, mas me controlo muito mais. Não me permito mais perder o controle, amar mais um homem do que a mim mesma.

Virada de mesa
Joana*, 29 anos, também teve um casamento que preferia esquecer. A única coisa boa foi a minha filha. A mulher, que nunca foi magra, engordou ainda mais na gravidez. Meu marido me humilhava. Descobri que ele me traía quando estava grávida, e o argumentou dele foi que não tinha tesão em uma mulher como eu, se referindo ao meu peso.

Separada, quase passou fome por estar desempregada e grávida. Tive depressão pós-parto e perdi 20 kg, mas isso me estimulou a mudar. Resolvi me alimentar melhor e acabei emagrecendo quase 50 kg, no total, diz. Fui capa de uma revista por causa disso e, como contei essa história sobre meu ex, ele me procurou, fez ameaças e quis me processar. Mas isso não a abalou. Foi ótimo imaginar a cara dele quando me viu nas bancas.

Fonte:ig delas

1 comentários: