sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Todo pão-duro passa fome na cama

Uma mulher de 30 anos razoavelmente bonitinha pode não se lembrar de todas as noites razoavelmente boas que teve ao lado de homens razoavelmente legais. Mas certamente se lembra de todos os mãos de vaca.

Esses a gente não esquece. Até os maravilhosos, dependendo da quantidade de remédios que se tomam pra dormir, a gente acaba apagando da memória. Mas dos “muchibas” a gente vai se lembrar até o último dia de nossas vidas.

Meu caro amigo: não peça pra embrulhar o que sobrou do jantar, não leve o resto da bebida, não reclame dos 4 reais a mais da água que você não lembra que tomou, não preencha cupom, não faça a moça andar sete quadras de salto pra economizar manobrista, jamais mencione a palavra “standard” e, principalmente, por favor, não comente depois de pedir camarão: “Porque afinal de contas hoje é uma noite especial, né?”

Não tem dinheiro pra levar no DOM num primeiro encontro, leva no cachorro-quente, mas paga o raio da conta. Chegou antes no cinema, compra os dois ingressos e não cobra. Comeu feito um cavalo no 37º encontro enquanto ela beliscou uma salada? Paga a conta. Tá malzão de grana? Convida prum filme em casa e capricha na massagem. Dinheiro não melhora o homem — mas o modo como se comporta em relação a ele definitivamente pode torná-lo pior.

Se algum homem duvida disso, deveria saber quanto custa se arrumar para uma noite especial. Quanto custam uma depilação perfeita (fora a dor), um cabelo bem tratado, as unhas bonitas, a pele sem manchas, uma roupa bacana, os dentes branquinhos, os pelos alourados do braço, o brinco que sumiu depois dos amassos no carro e, principalmente, aquela calcinha que você não vai ver… Afinal, homem que escolhe o prato pela coluna da direita não merece ver a coluna do meio.


Fonte:Revista Alfa

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